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Em 11/11/2016, a Câmara Brasileira do Livro divulgou a lista dos ganhadores do Prêmio Jabuti 2016.

Veja os três ganhadores da categoria Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática:

http://premiojabuti.com.br/vencedores-2016/ciencias-da-natureza-meio-ambiente-e-matematica-4/

Ganhadores em todas as categorias: http://premiojabuti.com.br/vencedores…/todas-categorias-5/

Informações do livro, extraídas do portal da Editora Livraria da Física:

CapaEnergiaMateriaLivFisica

Preço da tabela: R$ 89,00
Nosso preço: R$ 75,00
ENERGIA E MATÉRIA DA FUNDAMENTAÇÃO CONCEITUAL ÀS APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS
CARLOS ALBERTO DOS SANTOS (ORG.)
Quantidade limitada no estoque. Envio imediato.
Editora editora livraria da fisica
Área ENERGIA
Idioma Português
Número de páginas 270
Edição 1A. ED. 2015
ISBN 9788578613280
EAN 9788578613280
O livro reúne conceitos básicos e fundamentais sobre Energia e Matéria, a partir do olhar de físicos, biólogos e químicos. O texto nos mostra como um tema importante e integrador, como o da Energia, pode ser visto como um fio condutor entre diversas ciências; possibilitando, assim, um material de valor inestimável para os professores que desejem orientar uma abordagem interdisciplinar consequente no ensino de Ciência.
Sumário:
1- Fontes de energia e Tecnologias de transformação./ Carlos Alberto dos Santos e Janine Padilha Botton
2- O hidrogênio como Vetor Energético./ Ennio Peres da Silva
3- Da Micro à nanotecnologia/ Carlos Alberto dos Santos
4- A Tabela periódica e a estrutura eletrônica dos elementos químicos./ Carlos Alberto dos Santos
5- Os elementos químicos na organização e na estrutura da vida na Terra./ Maria Elena Infante- Malachias
6- Olhando a tabela Periódica como um Químico Orgânico./ André Amaral Gonçalves Bianco
7- A Origem da Vida – A visão do Biólogo – Nélio bizzo
8- Biologia: O Mundo Microbiano – Issac Roitman
9- A Evolução da Química vista de uma perspectiva brasileira./ Carlos A.L.Filgueiras

https://maristageracao1960.wordpress.com/2020/03/01/talentos-artisticos-na-minha-geracao-do-marista/

Os que se foram

Quando atravessamos a barreira dos 70, começamos a contagem dos amigos que vão nos deixando sob o implacável desígnio da natureza. Filmes que vi recentemente provavelmente expliquem o porquê desse repentino desejo de chamar à vida no meu plano afetivo alguns amigos, conterrâneos e contemporâneos que nos deixaram sem nos pedir licença.

Não tenho qualquer critério para elenca-los. Provavelmente a marca indelével no inconsciente emocional defina a “ordem de chamada”, mesmo que não explicitamente. Serão chamados como os chamávamos nas ruas.

Crônica completa em https://areiabranca.wordpress.com/2020/01/19/os-que-se-foram

 

 

Depois de uma certa idade, geralmente por volta dos 60 anos, começamos a perceber falhas na memória. A primeira vez que fiquei impressionado, foi quando estava falando sobre Einstein, e esqueci o nome de Lorentz. Quem conhece a biografia de Einstein sabe que é inimaginável alguém esquecer o nome de Lorentz ao falar sobre Einstein. No momento do esquecimento, eu lembrava de tudo sobre Lorentz, só não lembrava do nome.
Na mesma época, comecei a eventualmente esquecer nomes de atores e atrizes. Alguns eu lembrava os filmes em que tinham atuado, via sua fisionomia à minha frente, mas no momento não lembrava o nome. Logo depois o nome vinha.
Hoje, estava zapeando a TV, quando vi na tela de um canal essa cena da fotografia, que logo identifiquei como sendo de MORTE EM VENEZA, um filme que vi no início dos anos 70, com Paulo Fulco, Raimundo Deutsch, Anunciato e não lembro quem mais, no Roxy, em copacabana (veja os detalhes que lembro).
Mas na hora que liguei a TV não lembrei o nome do ator principal (na foto), nem do autor do livro que originou o filme. Lembrei que o ator, um músico, era inspirado em Mahler, e que o enredo tratava de uma atração perturbadora do personagem por um adolescente.
De repente, pensei que o ator fosse Humphrey Bogart, mas o nome do autor do livro não vinha.
Resolvi visitar meu amigo Google, que me informou: o nome do ator que você lembrou foi pura sacanagem da tua memória. Não é Humphrey, é DIRK BOGARDE.
E o autor da novela é . . . pronto acabei de esquecer . . .
Voltei ao Google para anotar aqui: THOMAS MANN.
Depois de 2010 passei a anotar no meu celular as palavras que esqueço com alguma frequência. Por exemplo, na categoria atores e atrizes de cinema já constam:
Juliete Binoche / Audrey Tautoo / Catherine Deneuve / Emmanuele Beart / Isabele Adjani / Fanny Ardant / Marion Cotilard / Isabelle Huppert / Scarlett Johansson / Ricardo Darin

Filmes baseados em “fatos reais” ou adaptações de obras literárias estão sempre sujeitos aos critérios sensacionalistas de seus produtores. O exemplo recente é a série Gênios, da BBC, sobre Einstein. Uma infâmia à historiografia.
Ontem assisti o filme O homem que viu o infinito, uma espécie de biografia do matemático indiano Ramanujan. Confesso minha total ignorância em relação à biografia de Ramanujan, de modo que não posso avaliar sua fidedignidade histórica. Nem sabia que Godfrey Harold Hardy tinha sido seu mentor. Aliás, minha ignorância a respeito da história da matemática é abissal.


Durante o filme lembrei de um livro de Hardy, que li há muito tempo. Fui na estante com livros de matemática, cálculos, jogos, etc, menos livros de história, e retirei o livrinho publicado pela Martins Fontes em 2000, que eu li em 2008, intitulado EM DEFESA DE UM MATEMÁTICO.
A introdução do livro, que ocupa quase a metade da obra, foi escrita por Charles Percy Snow, e parece ter sido escrita para ser o roteiro do filme. BRAVO!

http://cienciahoje.org.br/artigo_category/tecno-saude/?fbclid=IwAR2MvtF__Bs6UnmXeIoIsnNfJzmRtJ1DzWNU1DLzxkRoF8tmRnAH-1O7sV4

Colegas do IF-UFRGS (M. L. Hneda, S. R. Oliveira Neto, J. B. M. da Cunha, M. A. Gusmão) e da University Joseph Fourier – Grenoble Alpes (Olivier Isnard) acabam de publicar

Quasi-one-dimensional magnetism in MnxFe1-xNb2O6 compounds: From Heisenberg to Ising chains.
Journal of Magnetism and Magnetic Materials, 456:142–149, JUN 15 2018,

A história desse tema começou nos anos 80, quando analisei, com difração de raios-X e espectroscopia Mössbauer, amostras naturais de tantalitas do RN. Logo comecei a sintetiza-las, ainda na UFRN, onde orientei uma dissertação de mestrado sobre o assunto, entre 1987 e 1988.
Quando me transferi para o IF-UFRGS, passei a contar com a colaboração de João Batista Marimon da Cunha e iniciamos a sintetização de várias amostras do sistema AB2O6. Fomos os primeiros a sintetizar a tantalita (Fe,Co)Ta2O6, cujos parâmetros cristalográficos referenciais são nossos.

Ainda guardo a foto de um quadro-negro com o planejamento de uma das amostras de Eder J. Kinast, um dos meus alunos de mestrado e doutorado.

No início dos anos 2000, passamos a contar com a colaboração de Miguel Gusmão, teórico de mão cheia, e com a parceria de Olivier Isnard em Grenoble, com medidas de magnetização e difração de nêutrons.

Com a minha aposentadoria e envolvimento em outros projetos em outras universidades, fui progressivamente me afastando dessa linha de trabalho. Meu último estudante de doutorado defendeu sua tese em 2007.

Na sequência, foram muitos alunos de mestrado e de doutorado, orientados pelo JBat e pelo Miguel.
Só posso ficar muito feliz com tudo isso.

Oh, seu neutrino, por que estás tão triste?

Mas o que foi que te incomodou?

Foi a natura que passou aqui

E na gravidade me descarregou

Foi a natura que passou aqui

E na gravidade me descarregou

Vem seu neutrino! Vem, meu amor!

Não fique triste que este mundo é todo seu

És partícula desejada

Pelo que natura deu