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Archive for julho \25\-03:00 2008

Da descoberta da radioatividade, em 1896, à descoberta da fissão nuclear, em 1938, quando se evidenciou a possibilidade da fabricação de artefatos nucleares, novos conceitos científicos foram introduzidos à medida que fenômenos até então desconhecidos eram revelados. Entre tantas novidades, a história registrou equivocadamente a prioridade de algumas descobertas. A identificação do radônio é um dos casos mais interessantes: passemos essa história a limpo.Dessa tão surpreendente quanto instrutiva história, tiramos a lição de que todo o cuidado é pouco no uso de citações indiretas. Freqüentemente surpreendemos estudantes recorrendo a esse expediente como se estivessem fazendo citações diretas, correndo o risco de contribuir para a difusão de equívocos como o relatado acima.

Este é o primeiro parágrafo da minha coluna deste mês na Ciência Hoje Online.

O final da coluna é este:

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Pensei que esta imbecilidade tinha acabado. Já comentei que me irritava ouvir o Júnior (laterial esquerdo da seleção brasileira) referir-se assim ao nosso velho conhecido futebol de praia.
Depois o pessoal da Globo se flagrou da idiotice e passou a falar em futebol de praia ou futebol de areia.
Agora, estou vendo que a Bandeirante está transmitindo um torneio internacional na França (Não tenho certeza, mas parece que é o campeonato mundial. Será?). O narrador Prietto e o comentarista, que não conheço, falam a todo momento Beach Soccer. Que horror, para dizer o mínimo!

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Essa história da dominação cultural, ou aquilo que se manifesta como dominação cultural, tem, no meu entendimento, três componentes: a dominação, propriamente dita, a ignorância cultural (limitada alfabetização linguística) e o exibicionismo.

Nem sempre é fácil identificar qual componente é mais importante em determinado indivíduo.

Hoje, na transmissão do jogo de voleibol Brasil x França, o narrador da Globo, Luis Roberto começou pronunciando SÂMICA. Coloquei o acento para ressaltar a pronúncia proparoxítona, coisa muito comum na língua inglesa. O narrador é culturalmente dominado!

Comentei com minha mulher: os franceses adoram a pronúncia oxítona. SÂMICA deve ser SAMICÁ.

Não deu outra. No primeiro pedido de tempo do Bernardinho ele falou algo a respeito do Samicá (acento colocado para salientar a pronúncia oxítona). O Tande passou a pronunciar Samicá e o Luis Roberto idem, não sem antes dar uma explicação esfarrapada para sua pronúncia.

Agora, se eles fossem como os franceses, que têm pouca influência do modo de falar do exterior, pouca dominação cultural, eles deveriam pronunciar SAMÍCA (paroxítona), que é o jeitão brasileiro de falar esse tipo de palavra. Sâmica é coisa de nativos da língua inglesa.

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Acabei de chegar de Campinas, da 60a. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, onde apresentei a palestra “Do espalhamento de partículas alfa à energia nuclear: caminhos percorrido por Rutherford”. Transformei-a em vídeo e a coloquei no youtube, neste endereço.

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Não precisa muita sagacidade para perceber a hipocrisia que corre na veia do brasileiro. A mídia está aí para nos mostrar diariamente acusações, por parte dos formadores de opinião e do público em geral, da falta de honestidade e da corrupção dos políticos.

Todos esquecem que os políticos somos nós. Isso não é uma metáfora. Quero dizer que muitos dos que acusam os políticos, fariam o mesmo se lá estivessem. Muitos dos que acusam os políticos não têm o menor pudor em furar filas, dar e receber cola na escola, pedir para o guarda de trânsito relevar uma falta, ou tentar suborná-lo (depois, o corrupto é o guarda!).

Tudo isso estamos careca de saber. Mas, agora psicólogos americanos investigaram esse comportamento, que eles denominam hipocrisia moral. Denominação óbvia e correta. A notícia saiu no New York Times de hoje , e se refere a três artigos publicados em três diferentes revistas de psicologia.

No estudo realizado na Universidade Nordeste (Northeastern University), o psicólogo David DeSteno e colaboradores (http://desteno.socialpsychology.org), observaram pessoas submetidas à seguinte situação:

A pessoa era informada de que ela e outra pessoa que chegaria mais tarde deveriam realizar uma tarefa em um computador. Eram duas tarefas diferentes. Uma bem simples, consistindo em selecionar fotos durante 10 minutos. A outra mais complexa e tediosa, um exercício sobre geometria mental, levava 45 minutos.

A pessoa tinha que decidir como dividir a tarefa: deixar que o computador distribua aleatoriamente as tarefas, ou escolher sua tarefa. Qualquer que fosse a opção, a pessoa era informada de que a outra pessoa não sabia que a decisão cabia a ela, a primeira pessoa.

A questão é: qual a forma justa de dividir as tarefas?

Quando a questão era colocada abstratamente a pessoas não envolvidas nas tarefas, todos respondiam que não seria justo escolher a tarefa mais simples.

Mas, quando os pesquisadores colocaram a situação para um grupo de teste, mais de 75% do grupo escolheu a tarefa mais simples. Quando posteriormente foram questionados eles consideraram que estavam agindo justamente.

Alguma semelhança com o que eu disse no início do texto? Isso também justifica porque uns são considerados patriotas, enquanto outros são terroristas. Uns são corruptos, enquanto outros simplesmente demonstram maestria no jeitinho brasileiro.

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