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Archive for outubro \29\UTC 2008

ibirapuera_081015

Veja matéria na Revista Fapesp, sobre a palestra que apresentei no Ibirapuera, dia 19/10, e o vídeo com as principais partes da palestra.

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Com este título, a Agência Fapesp divulgou hoje a existência de um acervo digitalizado do jornal Última Hora, que circulou de 1951 a 1971 sob a direção do jornalista Samuel Weiner, morto em 1980. Este jornal representou um marco na inovação estética e temática para o jornalismo brasileiro. O Arquivo Público do Estado já havia digitalizado todos os exemplares do jornal sob sua guarda, disponíveis para o público no site http://www.amigosdoarquivo.com.br/uhdigital.

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Na minha coluna deste mês, na Ciência Hoje Online, trato dos materiais ferroelétricos e sua utilização na fabricação de memórias não voláteis. O assunto foi veiculado em inúmeros jornais (veja, por exemplo: Jornal da Ciência, Folha Online, G1 da Globo.com), mas o processo tecnológico foi deixado meio de lado. A Fábrica de São Carlos vai integrar memórias ferroelétricas em pastilhas de Si com a lógica pronta. Isto é, a parte de semicondutores será realizada por uma indústria do exterior, mas o valor agregado ao produto final é mais de 10 vezes maior na fábrica de São Carlos do que na indústria que vai fornecer as pastilhas de Si. Uma pastilha de 8 polegadas, com toda a estrutura semicondutora montada nos circuitos integrados, custa aproximadamente 700 dólares. Com a memória ferroelétrica ela passará a custar 10 mil dólares!

Na minha coluna eu mostro como o pessoal da Symetrix dominou este processo tecnológico.

Sob a perspectiva histórica, escrever esta coluna me deu uma enorme alegria. A Symetrix, uma empresa americana, localizada em Colorado Springs, foi fundada por este jovem senhor ao lado, Carlos A. Paz de Araújo. Êpa, não é brasileiro? Sim, brasileiro e natalense, que aos 17 anos foi participar de um programa de intercâmbio cultural nos EUA e por lá ficou. Fomos contemporâneos em Natal, morávamos em ruas próximas, mas não fazíamos parte da mesma turma. De modo que o conhecia de longe. Mas isso não importa. Importa o que ele fez nos EUA.  

Cursou engenharia, entrou para o quadro de professores de engenharia elétrica e computacional da Universidade do Colorado, e transformou-se num dos mais importantes cientistas na área de materiais ferroelétricos. Isso não é força de expressão ou ufanismo barato. Quer ver?

Vamos começar por um tipo de reconhecimento da comunidade científica. Visite este endereço do IEEE. Você vai ver que ele ganhou o prêmio Daniel E. Noble de 2006, concedido pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers. Veja o que consta na página do prêmio:

The IEEE Daniel E. Noble Award was established by the IEEE Board of Directors in 2000 for outstanding contributions to emerging technologies recognized within recent years. It may be presented annually on the recommendation of the IEEE Technical Field Awards Council and the IEEE Awards Board.  It can be presented to an individual or team of up to three.

The award is named in honor of Dr. Daniel E. Noble, Executive Vice Chairman of the Board emeritus of Motorola. Dr. Noble is significantly known for the design and installation of the nation’s first statewide two-way radio communications system. The system was the first in the world to use FM technology.

Dr. Daniel E. Noble was an IEEE Life Fellow. He was awarded the IEEE Edison Medal in 1978; For leadership and innovation in meeting important public needs, especially in developing mobile communications and solid state electronics.

The IEEE Daniel E. Noble Award was previously named the Morris N. Liebmann Award, which was originally established by the Institute of Radio Engineers in 1919 and then assumed by the IEEE in 1963 when the two organizations merged.

In the evaluation process, the following criteria are considered: emerging technologies recently discovered, invented or recognized technology importance, impact, originality, breadth, significance, and the quality of the nomination.

The award consists of a bronze medal, certificate and honorarium.

E o que fez o dr. Paz de Araújo para receber essa honraria? Parte do que ele fez está no link acima, referente ao anúncio da sua premiação. Se você puder acessar a web of science, e fizer uma busca com a palavra-chave ferroelectric*, vai descobrir que existem 39.422 artigos. Pois nessa vastidão, o trabalho mais citado, com 2.086 citações em 24/10/2008,  conta com a sua participação.

Com a expressão de busca ferroelectric memor*, temos 3.047 artigos. Carlos Paz participa nos dois mais citados, e o terceiro é de uma equipe coreana, mas o material é aquele descoberto por ele.   

Esse número de citações é muito grande. Pouquíssimos cientistas têm trabalho com tanto impacto.

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Faz muito tempo, bem antes da existência desse meio de comunicação, que penso em escrever sobre este tema. Antes não tinha o espaço apropriado, agora, neste momento, estou sem tempo, mas não vou perder a oportunidade de fazer o registro. Depois voltarei ao assunto.

Hoje pela manhã, na Rádio Gaúcha, aqui em Porto Alegre, provocada por André Machado, a respeito do sensacionalismo em torno da morte da menina Eloá Cristina Pimentel, sobretudo o acompanhamento do seu funeral por redes TV em rede nacional.  Ana Amélia Lemos disse, ipsis litteris:

É, isso pode influenciar mentes fracas.

Trata-se de um mea culpa, de uma respeitada jornalista. Sempre achei que o cinema e a imprensa provocam uma espécie de efeito manada no comportamento de amplos setores da sociedade. Antigamente na saída de um ingênuo filme bang-bang, muitos meninos sentiam-se o próprio John Wayne. Hoje, depois de um pulp fiction, parece mais lógico estrangular e beber o sangue do próximo que estiver à nossa frente.

Claro, jornalistas e cineastas, pelo menos publicamente, sempre estiveram contra esta hipótese. Sempre disseram que o que eles fazem é reproduzir as manifestações sociais, e que esta reprodução não tem efeito realimentador.

Teria muito mais a dizer, mas tenho outros afazeres. Como diria o Anonymous Gourmet: voltaremos!

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O Google está trabalhando com diversas grandes bibliotecas para incluir suas coleções na Pesquisa de Livros do Google e, como em um catálogo de fichas, mostrar aos usuários informações sobre o livro e, em alguns casos, também pequenos trechos com algumas frases sobre o termo pesquisado por eles no contexto.
O projeto completo pode ser visto neste endereço http://books.google.com/googlebooks/library.html.

Veja também uma matéria publicada ontem no blog do Miguel Helft, no New York Times:
An Elephant Backs Up Google’s Library

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Porto Alegre, 09 de outubro de 2008
Senhora Governadora:

A comunidade científica do Rio Grande do Sul, aqui representada pelos Membros Titulares da Academia Brasileira de Ciências – Região Sul, está preocupada com a atual situação, extremamente preocupante, do desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Estado.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), fundada através da Lei no. 4.920 de 31 de dezembro de 1964, e que através da Lei Complementar no. 9.103 de 08 de julho de 1990 deveria receber 1,5% da renda líquida de impostos do Estado, encontra-se atualmente acéfala e sem recursos. A lista tríplice para a indicação de seu Diretor-Presidente, encaminhada no início do ano, e re-encaminhada, após ratificação unânime pelo Conselho Superior, no início de setembro, até agora não foi considerada. O problema é grave porque a FAPERGS, apesar de receber ao longo dos anos apenas uma parte (o máximo foi de 30%) do que lhe é assegurado pela Constituição Estadual (artigo 236), vem realizando trabalho importante de apoio à pesquisa no Estado e à interface governo – universidades – indústria. Acresce que, a permanecer o status quo, boa parte dos recursos federais propostos para a pesquisa em nosso Estado não mais serão recebidos, pois é exigida uma contrapartida, mesmo que simbólica, da FAPERGS. Na situação atual, repetir-se-á o que já está sucedendo neste ano: recurso algum virá. Para o ano próximo, a previsão é de recursos federais e da comunidade européia no valor de R$ 71.000.000,00 (setenta e um milhões de reais), importância que deixará de ser incorporada aos recursos para pesquisa no Estado se não houver contrapartida. Edital para os novos Institutos Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação (INCTs), recentemente lançado pelo MC&T, foi apoiado pelas Fundações de Amparo à Pesquisa de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro (FAPESP, FAPEMIG e FAPERJ) com substancial aporte de recursos. O Rio Grande do Sul está prejudicado neste edital porque a FAPERGS não pôde apresentar, sequer, intenção decontrapartida.

A nível federal o apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação nunca foi tão efetivo, e atualmente mesmo Estados economicamente menos desenvolvidos estão criando suas fundações de amparo à pesquisa. O exemplo paradigmático neste sentido, naturalmente, é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) que tem um papel de vanguarda no apoio à CT&I naquele Estado; também a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) desenvolvem atividades das mais importantes para as comunidades técnico-científicas de seus Estados. Mas não só: Distrito Federal, Santa Catarina, Pará, Amazonas e até Rio Grande do Norte, para citar apenas alguns estados, têm Fundações deAmparo mais atuantes do que a FAPERGS no momento.

É de fundamental importância ressaltar que isso está ocorrendo exatamente no momento em que a classe empresarial do Estado, representada por seu órgão máximo FIERGS, preocupa-se, como jamais o fez, com pesquisa tecnológica e inovação, através de um conselho específico, o Conselho de Inovação e Tecnologia (CITEC) e do Grupo Temático Universidade-Empresa. Quer dizer, as empresas, que sustentam o desenvolvimento do Estado, querem incorporar pesquisa tecnológica e inovação em suas atividades e o Estado está marchando exatamente em sentido contrário. O governo estadual deveria, através da FAPERGS, ter um papel importante e estratégico na criação da “ponte” entre o conhecimento, gerado nas universidades, e a inovação tecnológica nas indústrias.

Senhora Governadora, a paralisação da FAPERGS só poderá relegar nosso Estado a uma situação caudatária em relação ao resto do país, completamente na contramão da tendência mundial, que prioriza a Sociedade de Conhecimento. Reforçar a FAPERGS permitirá que o Estado do Rio Grande do Sul alcance o papel que merece como membro atuante da comunidade científico-tecnológica brasileira e, ademais, que o Estado possa servir de catalisador para a inovação nas empresas, com oresultado econômico daí decorrente.

Prof. Francisco M. Salzano
Vice-Presidente
Academia Brasileira de Ciências Região Sul

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Está cada vez mais difícil e complexa esta vida no espaço virtual. São tantos as questões pertinentes, vai durar umas duas caixas de cerveja (isso não existe mais, lembranças dos tempos de antanho), mas como só tenho tempo para duas doses de Murim Mirim (não tem mais? então serve uma Ypioca, tirada do congelador!), vou mencionar este artigo que saiu hoje no New York Times.

Antes, deixe-me dizer que outro dia li, não lembro onde, que a web está proporcionando um horizonte informativo infinito, mas que as pessoas estão perdendo a capacidade de reflexão. Acho que era um artigo criticando o google e similares. Se você observar bem seu comportamento talvez concorde com esse ponto de vista. A gente vai clicando, clicando, vendo coisas e mais coisas, muita porcaria, aí achamos algo interessante, mas quem sabe não algo mais interessante aí na frente? Daí continuamos clicando, clicando, vamos juntando megabytes e mais megabytes. Ufa, cansamos e não temos mais energia para ler tudo isso!

Com essa história das TIC (tecnologia de informação e comunicação), é uma festa! O que tem de gente escrevendo e dizendo-se especialista, sem saber quase nada do que dizem e escrevem.

A sensação é realmente que estamos todos perdidos neste espaço. Ninguém sabe para onde ir. E não tem bússola para nos orientar!

Os meios de comunicação de massa (MCM) invadiram o espaço, em busca de anúncios. Todo jornal, rádio, seus colunistas e seus programas têm blogs, recursos WEB 2.0, todo um esquema para fidelizar leitores, ouvintes e telespectadores. E o que é que está acontecendo?

Os jornais estão perdendo anúncios online, que eles viam como a salvação econômica.  

Veja mais no blog do STEPHANIE CLIFFORD: Newspapers’ Web Revenue Is Stalling

 

 

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