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Archive for 10 de novembro de 2008

Claro que o título tem a ver com o Domingo no Parque, do Gilberto Gil, mas é um leve plágio por uma boa causa: meu diário deste domingo, 9/11/2008. 

A entrada da feira pela rua Sete de Setembro começa por este magnífico prédio, conhecido como Santander Cultural.

Como o Estado homenageado este ano é Pernambuco, nada mais natural do que a mostra Gilberto Freyre.

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Muitas coisas me impressionam na Feira do Livro de Porto de Alegre, que visito desde 1976, sempre que estou na cidade.Em primeiro lugar, a constância, que virou tradição. A feira sempre foi organizada na Praça da Alfândega, e sempre no mesmo período, isto é, entre a última sexta-feira de outubro e o segundo domingo de novembro. E ao que me consta é a feira com maior longevidade no país. Nasceu antes da Bienal do Livro de São Paulo, e muito antes da Festa Literária Internacional de Parati.

Depois vem o senso de organização, que evolui ano a ano. Claro que um evento que ocupa uma área grande como essa, tinha que ser bem organizado, mas não é sempre assim.

Olha só a sinalização na entrada pela Sete de Setembro.

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Outra coisa interessante é que o local é um colírio para os olhos e mentes sensíveis à beleza arquitetônica.

Nesta foto, captada por Letícia, do cais do porto, vemos o prédio da antiga Alfândega.
Não é uma maravilha?

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Já faz tempo que a criançada invade a feira, e de uns anos para cá a organização destinou um espaço próprio no cais, para pimpolhos e pimpolhas se esbaldarem.Outra coisa, a feira é um evento cultural com enorme repercussão social. flivro2008_porto01
Basta observar que os principais veículos de comunicação transferem boa parte de sua programação para a praça, e praticamente todas as editoras universitárias se fazem presentes. flivro2008_editora_ufrgs01
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Em frente às estátuas de Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade, o último lambe-lambe de Porto Alegre faz suas fotografias.

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Como faço habitualmente ao acordar, neste domingo tava zapeando entre as 5 estações de rádio que costumo ouvir aqui em Porto Alegre, quando dei de cara com um programa interessante na CBN, conduzido pelo Heródoto Barbeiro. Infelizmente peguei o bonde andando, e tive que saltar antes do fim da linha. Felizmente eles disponibilizam o áudio, em duas partes:

No meio da segunda parte, o Heródoto fez uma pergunta bastante pertinente e importante: como é que as pessoas podem selecionar as informações adequadas, entre as milhares disponíveis na internet?

Embora tivesse a companhia de três especialistas no assunto, na minha opinião eles tangenciaram a questão. Um dos participantes mencionou a possibilidade de assinatura de feeds de blogs e portais importantes. Mas o problema proposto por Heródoto exige uma providência anterior à assinatura do feed, ou mesmo inscrição em malas diretas, hoje uma ferramenta disponível, por exemplo, no Zookoda e no FeedBlitz, que considero bem melhor do que o primeiro.

Antes de assinar feed, você deve identificar o endereço para fazer a assinatura. Essa é a questão: como localizar o endereço nesse cipoal digital? A figura abaixo ilustra o processo.

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Tudo começa como sempre, desde o primeiro Heródoto, o pai da História. Alguém produz o conteúdo e o coloca em algum lugar. Em papiros, fichas, livros e revistas, arquivos html em algum servidor conectado na internet. O problema é achar esse conteúdo, disseminado no espaço virtual da internet, que atenda nossa necessidade. Antes de 1998, existiam os diretórios, Yahoo, AltaVista, HotBot, e outros. Cada produtor de conteúdo registrava seu material. O diretório tinha um sistema de indexação que era orientado pelo próprio produtor, que informava em que área do conhecimento seu material devia ser classificado.

O pobre do usuário tinha que ficar circulando entre os diretórios, e depois dentro de cada diretório para achar os materiais que lhe interessava. Uma coisa chata e ineficiente. Foi quando o pessoal do Google inventou a tecnologia das ferramentas de busca. Seus robôs digitais ficam por aí, circulando em tudo que é servidor, verificando as informações e colocando-as em um index. Depois, por intermédio de palavras-chaves ou sentenças de busca, o usuário pode recuperar essas informações. O problema é que esse processo de indexação é muito complexo.

Embora estejam no bom caminho, o pessoal do pessoal do Google ainda está longe de obter pleno sucesso na análise textual que produza uma indexação perfeita. Há mais de cinco, fiz uma busca no Google sobre física nuclear. Uma das primeiras páginas era de uma turma de um colégio em João Pessoa. Você acha confiável um conteúdo sobre física nuclear preparado por uma turma de colegiais? De lá para cá, o Google melhorou muito, mas ainda hoje o sistema recupera conteúdo duvidoso. Por exemplo, repetindo a pesquisa com a sentença “física nuclear”, com aspas para aumentar a restrição, encontramos endereços de estudantes na frente de endereços de conceituados institutos e departamentos de física, como da USP, da UFSM, da UFRGS, entre outros.

Claro que parte dessa dificuldade deve-se à inabilidade dos produtores de conteúdo formatarem seus materiais de modo a facilitar o trabalho dos robôs digitais, mas também temos que considerar a inabilidade das ferramentas de busca para a realização de uma análise textual apropriada.

Depois de todo esse lero-lero, a questão do Heródoto continua sem resposta. É, não é fácil respondê-la. Teremos que cair nas mãos das fontes confiáveis, das autoridades no assunto.

riso_frouxoPor exemplo, se você deseja informações sobre a ciência que está por trás das inovações tecnológicas, tem que colocar o Blog do Prof. Carlos entre seus favoritos.

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