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Archive for dezembro \27\UTC 2016

Breakfast PR

Para os hispânicos, é DESAYUNO, para os francófonos é PETIT DÉJEUNER, para os germânicos é FRÜHSTÜCK. Nos países lusófonos que se dão o respeito, é DESJEJUM, CAFÉ-DA-MANHÃ OU PEQUENO ALMOÇO.
No país habitado por macaquitos, que das veredas dos grandes sertões sonham com Miami e Flórida, isso já ganhou ares burlescos na escrita e na oralidade. Por tudo isso, BREAKFAST PR é tão ridículo quanto VIBER, NIGHT e NEWBORN. E as panelas no mais retumbante silêncio. Gente que antes vestia camiseta CBF agora reverbera: não gosto de política.

Da coluna de Lauro Jardim, n’O Globo

http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/planalto-vai-gastar-r-175-milhao-com-lanches-de-temer-no-aviao-sendo-500-sorvetes-haagen-dazs.html

O Palácio do Planalto abriu uma licitação para comprar comida para abastecer o avião presidencial, que serve Michel Temer e seus convidados durante um ano. O valor previsto para ser gasto, no total, é de R$ 1,75 milhão.

O café da manhã de Temer no avião será incrementado. Com o nome “Breakfast PR”, foram encomendados 200 cafés da manhã prontos, ao custo de R$ 96 cada, com presunto de parma e queijos brie, provolone e muçarela de búfala.

Mas Temer foi exigente mesmo com os sorvetes. Da marca americana Häagen-Dazs, foram encomendados 500 potinhos, totalizando R$ 7.500. Também pediu 50 Cornetos, 50 picolés Tablitos, 50 Chicabons, 50 Eskibons e 50 Frutillys. Foram pedidos ainda 300 picolés sem lactose.

O maior gasto, no entanto, será com tortas de chocolate. Foi pedida uma tonelada e meia de torta, ao custo total de R$ 96 mil.

A propósito, Temer deve mesmo gostar de doce. O Planalto encomendou 120 potes de Nutella, a R$ 34 cada um.

Entre os produtos especificados, estão ainda quatro tipos de açúcar, seis tipos de iogurte e seis tipos de geleia. Só de geleia, serão gastos R$ 27.500.

Com sal do Himalaia, aquele rosa, serão gastos R$ 1.600.

Mas cara mesmo está a cotação do sanduíche de mortadela. Cada unidade pedida pelo Planalto custa R$ 16,45.

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Jantar na casa de Antonio José, para reencontro com Beque, que há meio século navegava fora da minha rota de contato. Presente Mirabô, outro viajante escorregadio com quem de tempos em tempos chego a tropeçar. Me juntando a Beque e Antônio José, a conversa tinha que passar pelo campo da saudade e pela quadra de futebol de salão, mesmo com a presença de Mirabô, que afinadíssimo nas cordas de violão, jamais chegou mesmo a tropeçar com uma bola entre os pés. A conversa tomou o rumo certo quando descobri que o genro de Beque é filho de Lourinho, portanto primo de Chico Carlos. No campo da saudade Lourinho foi rei, imperador e semi-deus, entidades incoporadas por Chico Carlos na quadra de futebol de salão. Joguei futebol de salão com os dois e participei de incontáveis peladas no campo da saudade com Chico Carlos.
O campo da saudade não era gramado. O solo era uma areia salitrosa, com buracos e cocurutos que só aos gênios era permitido correr com a bola plenamente dominada. Ninguém flutuava sobre aquele terreno com maestria e saudável picardia igual a Lourinho. Certa vez relatei no blog Era uma vez em Areia Branca, uma cena que presenciei num certo domingo de 1960. Face o evento de ontem, torna-se obrigatória sua repetição.
Não lembro o time pelo qual ele jogava, e muito menos o adversário. Mas, a jogada, que jogada, está ainda hoje nítida na minha memória. Parece que estou me vendo de pé na lateral do campo, na altura da meia-cancha adversária. Lourinho atacava pela ponta esquerda, a cinco metros de onde eu estava, quando alguém deu um balão em sua direção. Foi um alvoroço naquela zona do campo. Os defensores, uns dois ou três correram para o local, olhando para cima e se encandeando, enquanto a bola descia. Lourinho ali, parado, olhando com calma a trajetória da bola. Quando ela aproximava-se do chão, deu dois ou três passos para trás. A bola quicou em algum buraco do terreno, encobriu os defensores e foi cair mansa no seu peito. Depois do primoroso lançamento para a pequena área, seu centro-avante, que não lembro quem era, cumpriu a tarefa do seu métier com um gol antológico.
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Lourinho é o quarto de pé, a partir da esquerda.

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