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Archive for the ‘Ciência e Tecnologia’ Category

Filmes baseados em “fatos reais” ou adaptações de obras literárias estão sempre sujeitos aos critérios sensacionalistas de seus produtores. O exemplo recente é a série Gênios, da BBC, sobre Einstein. Uma infâmia à historiografia.
Ontem assisti o filme O homem que viu o infinito, uma espécie de biografia do matemático indiano Ramanujan. Confesso minha total ignorância em relação à biografia de Ramanujan, de modo que não posso avaliar sua fidedignidade histórica. Nem sabia que Godfrey Harold Hardy tinha sido seu mentor. Aliás, minha ignorância a respeito da história da matemática é abissal.


Durante o filme lembrei de um livro de Hardy, que li há muito tempo. Fui na estante com livros de matemática, cálculos, jogos, etc, menos livros de história, e retirei o livrinho publicado pela Martins Fontes em 2000, que eu li em 2008, intitulado EM DEFESA DE UM MATEMÁTICO.
A introdução do livro, que ocupa quase a metade da obra, foi escrita por Charles Percy Snow, e parece ter sido escrita para ser o roteiro do filme. BRAVO!

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Colegas do IF-UFRGS (M. L. Hneda, S. R. Oliveira Neto, J. B. M. da Cunha, M. A. Gusmão) e da University Joseph Fourier – Grenoble Alpes (Olivier Isnard) acabam de publicar

Quasi-one-dimensional magnetism in MnxFe1-xNb2O6 compounds: From Heisenberg to Ising chains.
Journal of Magnetism and Magnetic Materials, 456:142–149, JUN 15 2018,

A história desse tema começou nos anos 80, quando analisei, com difração de raios-X e espectroscopia Mössbauer, amostras naturais de tantalitas do RN. Logo comecei a sintetiza-las, ainda na UFRN, onde orientei uma dissertação de mestrado sobre o assunto, entre 1987 e 1988.
Quando me transferi para o IF-UFRGS, passei a contar com a colaboração de João Batista Marimon da Cunha e iniciamos a sintetização de várias amostras do sistema AB2O6. Fomos os primeiros a sintetizar a tantalita (Fe,Co)Ta2O6, cujos parâmetros cristalográficos referenciais são nossos.

Ainda guardo a foto de um quadro-negro com o planejamento de uma das amostras de Eder J. Kinast, um dos meus alunos de mestrado e doutorado.

No início dos anos 2000, passamos a contar com a colaboração de Miguel Gusmão, teórico de mão cheia, e com a parceria de Olivier Isnard em Grenoble, com medidas de magnetização e difração de nêutrons.

Com a minha aposentadoria e envolvimento em outros projetos em outras universidades, fui progressivamente me afastando dessa linha de trabalho. Meu último estudante de doutorado defendeu sua tese em 2007.

Na sequência, foram muitos alunos de mestrado e de doutorado, orientados pelo JBat e pelo Miguel.
Só posso ficar muito feliz com tudo isso.

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FrontCienciaDez2015

http://frontdaciencia.blogspot.com.br/2015/12/ensino-de-ciencias-na-escola.html

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Há quem pense em interdisciplinaridade como o espaço onde habita o super sábio, que tudo entende. Provavelmente por causa disso, muitos criticam abordagens pedagógicas ditas interdisciplinares nas ciências da natureza, pela impossibilidade de formar um super professor, que entenda de biologia, física e química. Escrevo isso porque acabo de descobrir um texto que Fernando Cláudio Zawislak (IF-UFRGS) escreveu há mais de 15 anos, baseado em sua apresentação em mesa-redonda durante a 3a. Reunião Especial da SBPC, em Florianópolis, maio de 1996. Antes de destacar alguns trechos, apresento um exemplo. No ensino médio, o professor de física fala em energia potencial gravitacional, energia cinética, energia elétrica, etc. O professor de química fala de energia nas reações químicas, e o professor de biologia fala de transformação de matéria e energia para a manutenção dos sistemas vivos. O que se entende por abordagem interdisciplinar é que em algum momento desse processo, alguém estabeleça uma contextualização para mostrar que em todas essas situações, o conceito de energia é o mesmo.
Vejamos agora o que disse o prof. Fernando Zawislak, há mais de 15 anos (o lapso de tempo certamente exigirá uma relativização no sentido das suas palavras):
– Isto significa que, qualquer que seja o campo interdisciplinar, são indispensáveis cientistas competentes nas disciplinas desta área, com todas as suas inter-relações e interfaces. Nesta perspectiva, é importante ressaltar que a atividade interdisciplinar pode e deve prescindir dos chamados “pesquisadores generalistas de competência universal”, que têm a pretensão d resolver sozinhos projetos interdisciplinares em uma determinada área.
– Especificamente quanto à universidade brasileira, face a sua estrutura rígida, ela definitivamente não está preparada para a interdisciplinaridade.
– Voltando ao exemplo da física, uma possível alternativa seria a de que estudantes de pós-graduação neste campo ampliem sua escolaridade com especialização em paralelo em outras ciências, como Química, Biologia, Geologia, etc.
– Estas considerações mostram que a Universidade tem uma tarefa enorme na entrada do novo século: de um lado continuar a formar pessoas de alto nível em todas as disciplinas e, de outro lado, em paralelo, ampliar a formação de profissionais com maior versatilidade, que tenham mais afinidade com os campos modernos da economia os quais envolvem P&D em áreas completamente interdisciplinares como informática, ciência e engenharia dos materiais, biotecnologia, ecologia, etc.

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