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Archive for the ‘clubes e danceterias’ Category

No final de 1964, ou início de 1965, a imprensa natalense estampou um dos maiores escândalos que tenho conhecimento até hoje. A polícia havia invadido a boite Arapuca e descoberto que se tratava de um antro para orgias sexuais e consumo de drogas. Pelo que se comentava naquela época, a cocaína não era usada, a não ser em ambientes reservadíssimos. Maconha, lança-perfume e alguns psicotrópicos químicos, tipo perventim eram as drogas que nós, mortais caretas, sabíamos ser de uso freqüente. Dessas, a lança-perfume parecia ser a mais inocente. Por outro lado, a mistura de perventim com bebida alcoólica era altamente explosiva.

Quaisquer que fossem as conseqüências dessas drogas, não era isso que alimentava o imaginário popular. Eram as anunciadas orgias sexuais, e principalmente seus personagens, o que mais despertava o interesse do grande público. Surgiram vários boatos e lendas urbanas em torno de figuras importantes da sociedade natalense. Era aquele destacado empresário que diziam ser homossexual, ou aquela dama, mulher daquele milionário, que tinha um caso de amor com aquele outro, ou com aquela outra dama, e assim ia.

Um professor de português, cujo pai diziam ser homossexual, e que estaria na Arapuca no dia da batida policial, protagonizou uma cena hilariante numa das suas aulas.

O professor estava analisando ditados populares quando saiu-se com este:

Filho de peixe, peixinho é.

Fez cara de paisagem quando soou a gargalhada geral.

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A Confeitaria Atheneu era assim denominada por causa do Colégio Estadual do Atheneu Norteriograndense, que ficava em frente. De inocente confeitaria colegial, o estabelecimento logo transformou-se em concorrido bar dos boêmios que por ali residiam. Nos finais de semana, a partir de 6a feira, a bebedeira corria solta, até porque ficava próximo ao ABC Futebol Clube, onde nas noites de sexta-feira tinha uma concorrida festa.

Durante a semana, nos intervalos das aulas, suas mesas eram testemunhas de histórias folclóricas algumas, maliciosas outras, e mentirosas a maioria. Em solene juramento prometo, contarei as mais mentirosas.

Mas não era só dessas pequenas vilanias que a Confeitaria Atheneu era palco. Eram freqüentes as acirradas disputas pela solução de problemas e charadas não usuais. Lembro bem de um problema que resistiu semanas sem solução. Além do menino que o apresentou, apenas um outro encontrou a solução. Ainda lembro o enunciado, mas a modéstia impede-me de denunciar o autor da solução.

Um pai falou para o filho: Eu tenho o quíntuplo da idade que tu tinhas, quando eu tinha a idade que tu tens. Quando tiveres a idade que eu tenho, nossas idades somarão 120 anos. Quais as idades do pai e do filho?

A quem interessar possa, o pai tem 50 anos e o filho 30.

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