Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘culinária’ Category

James, Rames, Djeimes: JamesRamesDjeimes140703Pub (03.07.2014)

A laureada família Curie: FamiliaCurie140725Pub (25.07.2014)

O paradoxo da esquerda: ParadoxoEsquerda140806Pub (06.08.2014)

Suassuna, Arena e Arina: SuassunaArenaArina140816Pub (16-17.08.2014)

As manias culinárias de Monet: Monet140829Pub (29.08.2014)

A vitória do PT: VitoriaPT141029Pub (29.10.2014)

A sexagenária Feira do Livro de Porto Alegre: FeiraLivroPoA141124Pub (24.11.2014)

Anúncios

Read Full Post »

Física de partículas e registros fonográficos: FisicaParticulas130529Pub (29.05.2013)

Olhem a base do iceberg: Iceberg130627Pub (27.06.2013)

Zweig e Einstein (Parte 1): EinsteinZweigP1_130823Pub (23.08.2013)

Zweig e Einstein (Parte 2): EinsteinZweigP2_130830Pub (30.08.0213)

Provence, o berço do vinho francês: VinhosProvence131129Pub (29.11.2013)

 

Read Full Post »

É impressionante que ainda tenha quem pense que vinho rosado é produzido a partir da mistura de brancos e tintos. Isso é mais surpreendente ainda quando se trata de gente que aparenta ser conhecedor do assunto, como quem escreveu no blog MundoVinho, e afirmou:

Nem tinto, nem branco. O vinho rosé possui tons que podem variar do alaranjado até a cor púrpura, dependendo do tipo de uva e da fermentação. Pode ser produzido de duas formas: por meio de uma cuidadosa mistura de vinho tinto com vinho branco; ou por uma leve maceração das uvas pretas no mosto.

Na fonte mais confiável da wikipedia, pode-se ver a seguinte lista de uvas para a produção de vinhos rosês:

Cépages utilisés

Les cépages qui servent à l’élaboration des vins rosés sont très nombreux et ne sont pas spécifiques de ce type de vinification puisqu’ils servent aussi à la production de vins rouges. Selon les régions on peut citer :
Le cabernet franc, le merlot, le pineau d’Aunis, le pinot noir, le gamay, le côt, le carignan, le cinsaut, le grenache noir, le tibouren, la syrah, le mourvèdre

(Tradução) As uvas utilizadas na produção de vinhos rosados ​​são muito numerosos e não são específicas para este tipo de vinho, pois são também usadas ​​para a produção de vinhos tintos.

Como se vê,  nenhuma dessas uvas serve para vinho branco.

E não se pode misturar vinho branco com tinto para fazer rosê? NÃO para fazer rosê, mas é permitido para fazer espumante. Veja o que diz quem escreveu para a wikipedia a respeito do champagne rosé:

Élaboration

C’est le seul vin rosé français qui peut être fabriqué en assemblant du vin rouge (de Champagne) avec du blanc (de Champagne), lors de l’assemblage. Le Champagne rosé peut aussi être obtenu en laissant la peau des raisins noirs colorer le jus après pressurage. (…) Le champagne rosé est élaboré à partir d’un mariage de raisins noirs (en majorité) et de raisins blancs.

(Tradução) É o único vinho rosado francês que pode ser obtido pela mistura de vinho tinto (champagne) com branco (Champagne) durante a preparação. Rosado Champagne também pode ser obtido deixando a cor da pele das uvas pretas colorir o sumo após a prensagem das uvas. (…) O rosé Champanhe é feito de um casamento de uvas pretas (na sua maioria) e uvas brancas.

Read Full Post »

Estou para fazer uma viagem ao Rio de Janeiro, acompanhando minha mulher. Ela estará ocupada com um congresso e eu dedicado à vagabundagem. Será uma viagem romântica. Visitaremos locais preferidos dos anos 1970: Café Lamas, Restaurante La Mole, La FiorentinaBar Garota de Ipanema, entre outros.

Tem um local que não sei como vamos encontrá-lo. Refiro-me ao Cinema Paissandu, que anda ameaçado de desaparecer do mapa, conforme a matéria “A última sessão do Estação Paissandu”.

Depois esta mensagem, que agora é uma espécie de planejamento, se transformará um relato de viagem.

12/07/2009

Chegamos ontem no Galeão, por volta das 13h30. Pegamos o ônibus da Real Auto ônibus, que nos deixou na esquina da Av. Atlântica com a Sá Ferreira, entre os postos 5 e 6. Bem ali, a 20 metros da esquina estava nosso hotel, o Windsor Martinique. Largamos tudo no Ap. 401 e fomos saborear um medalhão piemontese, com um chopp na temperatura correta e colarinho na medida. Caminhando pela calçada da beira-mar, demos de cara com uma escultura do poeta Carlos Drummond de Andrade, sentado num banco, ao lado de quem todo mundo se senta para fazer suas fotos turísticas (http://www.vidaeobra.com.br/biografias/carlos-drummond-de-andrade-poeta.html).

Read Full Post »

Crônica publicada no jornal Primeira Mão
Ano II, n. 4, 1998

Esta é a continuação da crônica Pequena aventura em Roma. Saí do hotel por volta das nove horas, atravessei a rua e fui tomar café na stazione Termini, a estação central de Roma, de onde partem todos os trens para o interior do país. Fica nas proximidades do Coliseu, não muito afastada do Vaticano. Depois de um saboroso cappuccino, acompanhado de um sanduíche do mais legítimo salame italiano, fui comprar meu biglietto di viaggio Roma-Ancona, com conexão em Falconara.

Logo que entrei no carro para não fumantes, tentei obter algumas informações sobre a viagem. Nas poltronas ao lado, dois casais idosos tentaram, mas não conseguiram se fazer entender. Tudo que entendi, o óbvio, era que Falconara ficava antes de Ancona. Eles diziam, pausadamente:

– Roma-Ancona. Cambiato Falconara.

Nesse momento senta um sujeito na poltrona em frente. Fui logo perguntando:

– Parlez vous Français?

– No

foi a resposta, acompanhada de um leve sorriso. Não desanimei:

– Do you speak English?

– Yes, I do”.

Que bom, pensei, agora saberei tudo sobre a viagem. Imediatamente após esse primeiro contato, o sujeito mexeu na sua mochila, consultou alguns papéis e disse que ia telefonar na plataforma. Largou a mochila na poltrona e falou:

– Voltarei em seguida”.

Fiquei apavorado. Saí do Brasil absolutamente paranóico com os atentados de terroristas islâmicos ocorridos na Europa, principalmente na França, durante aquele ano de 1995. A paranóia se instalou; não pude evitar a dúvida: e se nessa mochila tiver uma bomba? Observei-o enquanto falava no telefone; a paranóia cresceu: e se ele estiver comunicando que fez o “serviço”? Suor frio nas mãos, tensão braba, comecei a imaginar uma estratégia de reação: se naquele momento o trem partisse sem o sujeito, eu já estava pronto para dar o alarme. Relaxei quando o rapaz retornou ao seu lugar. Essa paranóia me acompanhou durante toda a viagem, principalmente na França. Qualquer pessoa com um pacote era “suspeita”. E se tivesse o biótipo argelino, pronto! Ali estaria um potencial terrorista do GIA (Grupo Islâmico Armado).

Desfeito o engano, fiquei sabendo que se tratava de um engenheiro de telecomunicações, com aparente índole pacífica e muito prestativo. Informou que existem many stops no trajeto, mas que não há qualquer cidade importante. Entre as várias cidadezinhas, destacam-se Terni, Spoleto, Foligno e Fabriano, quase todas com estações tipicamente de interior: apenas uma plataforma com cobertura. Descobri, enfim, que se tratava de um verdadeiro pinga-pinga, que leva cinco horas e meia até Falconara. Lá a parada é rápida, “few minutes”, disse-me ele. Pronto, mais um motivo para preocupação. Como eu ia me safar com toda a minha bagagem? Deverei me preparar um pouco antes, pensei. Não, nada de pânico; meu casual companheiro de viagem também descerá em Falconara, e deverá me ajudar. Assim espero! Mais uma vez relaxei e retomamos a conversa.

A certa altura da viagem aparece o fiscal para conferir os bilhetes; descobri que tinha esquecido de convalidar (em Italiano a palavra também é essa) o dito cujo na plataforma da estação. O fiscal disse algo, e o colega traduziu: “ele está perguntando por que você não convalidou o bilhete”. Respondi que tinha esquecido. O fiscal deixou prá lá, mas me repreendeu pelo esquecimento. Se ele não tivesse me liberado, a multa seria de sessenta mil liras (a passagem custou trinta mil liras).

A propósito, duas historinhas recentes sobre isso. Uma aconteceu em Rimini, com uma colega carioca. Do centro da cidade, até o local do congresso, não é muito longe; dá para ir a pé, tranqüilamente, mas ela estava com pressa, e resolveu ir de ônibus. Comprou o bilhete (seis mil liras), mas esqueceu de convalidá-lo. Surpreendida pelo fiscal, ela, que fala Italiano fluentemente, se fez de inocente e danou-se a falar em Inglês, dizendo que não tinha visto a máquina para convalidar o bilhete, etc, etc. Os fiscais, que provavelmente não estavam entendendo nada do que ela falava, começaram a falar “polizia”, “polizia”. Foi aí que ela entendeu que não tinha qualquer chance, e rapidamente começou a perguntar, sempre em Inglês, quanto era a multa. Pagou, sem direito a choro, a bagatela de sessenta mil liras. Ficou brabíssima!

A outra história me foi contada por uma garota (gaúcha) que conheci no Galeão, no dia que estava voltando (3/12/95). Ela fazia uma viagem entre duas cidades italianas; não lembro quais. Quando percebeu que tinha esquecido de convalidar o bilhete, correu para dizer ao fiscal, antes que este iniciasse seu trabalho. Resposta: “como você se declarou culpada, vou cobrar apenas dez mil liras de multa, ao invés dos sessenta mil”.

Read Full Post »

Texto revisado em 29 de abril de 2008

Como disse na crônica Congresso em Rimini, na Sexta-feira, 15/09/95, dei por encerrada minha participação no congresso e parti para Ravena. A 50 quilômetros de Rimini, e a meia distância entre esta e Bolonha, Ravena, com menos de 150 mil habitantes, tem traços históricos romanos e bizantinos a cada esquina. Não sei como ela fica durante os meses de inverno, mas agora, no fim do verão, é uma maravilha; botando gente pelo ladrão; uma animação que dá gosto! Ravena é mais conhecida pelos seus mosaicos (considerados os mais espetaculares da Europa), mas, além de outros registros históricos importantes, é preciso não esquecer que essa é a cidade onde, há mais de seiscentos anos, morreu Dante Alighieri, o famoso poeta italiano, autor de A Divina Comédia.

Traços do Império Romano vêm lá do ano 404 dessa era cristã, quando Honorius abandona definitivamente Roma e decide instalar o Império em Ravena. Em seguida, Galla Placidia, irmã de Honorius, governa com todo a pompa romana, até que em 476, o rei godo Odoacre toma-lhe a cidade. Do ponto de vista estético, dois monumentos chamaram-me a atenção: a basílica de San Vitale e o mausoléu de Galla Placidia. Do ponto de vista histórico, emocionou-me chegar próximo ao túmulo de Dante, e visitar, ao lado, o Museu Dantesco, onde encontram-se belíssimas e antigas edições das suas obras.

A basílica de São Vital é um exuberante monumento arquitetônico, onde a pompa e a engenhosidade nos oferecem um momento de êxtase. Construída sob a forma octogonal, essa igreja guarda parte da magnífica arquitetura bizantina, e uma esfuziante coleção de mosaicos coloridos. Visita imperdível. A foto ao lado foi extraída de http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/imperio-bizantino/museu-bizantino.php

Próximo à basílica, o mausoléu de Galla Placidia é igualmente inebriante. Trata-se de uma pequena construção em forma de cruz, com aparência externa simples, mas que guarda no seu interior uma maravilhosa coleção de mosaicos. A cena do bom pastor é de uma beleza emocionante.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_paleocrist%C3%A3

Depois desse banho cultural, fui até um café na piazza del popolo saborear um capuccino, que na Itália tem um sabor todo especial. Eles não colocam creme de chantilly , apenas a gordura do leite, depois de passar na máquina de café expresso, fornece a aspecto e o sabor cremoso. Aliás, para quem não sabe, o café expresso na Itália é fortíssimo, ocupando um terço de uma xícara de cafezinho. Muita gente coloca água; é o que eles chamam de café americano, ou café com acqua calda.

(Foto extraída de

http://picasaweb.google.com/fuadcurcic/RavenaItaly/photo#5111579301390069826)

Fiquei perambulando e curtindo as surpresas a cada quarteirão. Entrei numa ruela e vi duas jovens com flautas transversa, um jovem com oboé, e um outro jovem com um órgão elétrico, executando algo ao estilo de Bach (não conheço as músicas executadas). Três números depois eles foram substituídos por outro jovem conjunto (quatro rapazes): uma flauta transversa, dois violinos e um violoncelo. Tocaram algo ao estilo de Mozart. Logo descobri que se tratava de um projeto cultural. Os dois conjuntos pertencem ao Istituto Verdi. Ao longo da semana, em vários locais da cidade, em vários horários, há algum tipo de manifestação artística. Nesse momento, estou numa mesa ao ar livre, tomando uma birra alemã, assistindo um espetáculo de fantoche; não entendo niente, mas a criançada se diverte. Ah, já sei usar perfeitamente o prego, scusi e grazie! Em frente, um belo edifício renascentista; fico com pena de não ter trazido a máquina fotográfica.

Read Full Post »