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Archive for the ‘estrangerismo’ Category

James, Rames, Djeimes: JamesRamesDjeimes140703Pub (03.07.2014)

A laureada família Curie: FamiliaCurie140725Pub (25.07.2014)

O paradoxo da esquerda: ParadoxoEsquerda140806Pub (06.08.2014)

Suassuna, Arena e Arina: SuassunaArenaArina140816Pub (16-17.08.2014)

As manias culinárias de Monet: Monet140829Pub (29.08.2014)

A vitória do PT: VitoriaPT141029Pub (29.10.2014)

A sexagenária Feira do Livro de Porto Alegre: FeiraLivroPoA141124Pub (24.11.2014)

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O título não é bom, mas se trata de um lugar-comum que soa bem. O melhor talvez fosse preconceitos de gerações. Eu tive um estudante de mestrado e de doutorado em física na UFRGS, que era muito competente e usava um cabelão enorme. Depois fiquei sabendo que era músico nas horas vagas. Um colega que participou da sua banca de mestrado me confidenciou:

– O Cássio é muito bom, mas ele devia cortar o cabelo. Isso dá uma péssima impressão.

Essa é a questão. A imagem que influencia as avaliações pessoais.faller2 A boa ou má aparência, que “define” o caráter. Essa é uma origem forte do preconceito. Se eu, apressadamente visitasse esse blog, e dali saísse sem nada ler, não esperaria do seu autor um texto como este abaixo, que ele colocou na mensagem sobre o Dagomir Marquezi:

Li hoje a coluna e achei ótima! Além das siglas, ele também mencionou a boa pontuação e acentuação. Espero que influêncie muita gente, até porque, já cansei de ter que lutar para adivinhar o que são afirmativas e o que são interrogativas em conversas na internet.

Vivendo e aprendendo, e quebrando preconceitos.

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Estive em Aracati para avaliar a Faculdade do Vale do Jaguaribe, que ocupa espaços alugados no Instituto São José (foto ao lado), e no Instituto Waldemar Falcão (Salesianas). Se não me engano, nesses colégios estudaram várias meninas de Areia Branca nos anos 1960. Tenho certeza que Altair foi uma delas. 

Naquela época não havia ginásio em Areia Branca. Depois do primário, a única alternativa era uma escola técnica de comércio. A solução para os que possuiam recursos financeiros era enviar as crianças para cidades maiores, geralmente Mossoró, Natal, Aracati e Fortaleza. Nas férias todos se encontravam em Areia Branca para contar suas aventuras. Cada um puxando a brasa para o seu assado. Por exemplo, lembro bem que o pessoal que estudava em Aracati contava loas e boas sobre a praia de Majorlândia.

 majorlandia

Foto acima, extraída de http://farm1.static.flickr.com/126/354907188_577aa235d7.jpg

canoaquebrada_long_beach_village1Com a descoberta de Canoa Quebrada, Majorlândia passou a ser uma simples referência geográfica. Conheço Canoa Quebrada de outros carnavais, quando fiquei numa simples e agradável pousada na Broadway (lá vem essa coisa de nomes estrangeiros, argh!). Desta vez fiquei no Long Beach Village (argh!). Não tive tempo de apreciar aquela vista nem de sentir aquela água morninha. http://www.portalcanoaquebrada.com.br/canoa_quebrada_resort_long_beach.htm

À noite fomos saborear uma paella de Barcelona, num restaurante da Broadway, aquela simpática ruazinha, apesar do horroso nome.

canoaquebrada_broadway_noturna

http://www.residenzacanoa.com/fotos/broadway.jpg

Aproveitei uma pequena folga depois do almoço para fotografar alguns locais que pode ter sido frequentado por meninos e meninas de Areia Branca, lá nos idos 1960.

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Capela do Instituto São José um dos colégios de freiras. Algumas das meninas estudaram aqui?

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Entrada principal do Instituto São José.

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E aqui, no Colégio das Salesianas, será que alguma menina de Areia Branca estudou?

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Aqui no Colégio Marista, tenho certeza que vários meninos de Areia Branca estudaram. Imagino eles saindo do internato na tarde de sábado para paquerar na praça em frente. Alguém tem fotos desses locais, tiradas naquela época?

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Dei uma circulada na cidade e fotografei algumas edificações centenárias e interessantes, como uma igreja próximo ao Colégio das Salesiana, o fórum e algumas casas com azulejos.

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O título vai assim mesmo, cacofonia fanqueira da braba. É o espirito da coisa. É sempre assim, a geração da meia-idade se horrorizando com as imbecilidades da geração dos seus filhos e netos. É verdade que as coisas vão evoluindo. Aparece uma apple, um google, a nanotecnologia. E a coisa vai. Isso dá uma enciclopédia, só de resmungos. Não sei, fico confuso, mas que a coisa tá feia, lá isso tá.

Jogos escolares ou estudantis, existem por aí há décadas. Em Natal ainda este ano teve a 38a. edição dos JERNs (Jogos Escolares do Rio Grande do Norte). Aqui em Porto Alegre a Secretaria Municipal de Educação patrocina os Jogos Abertos de Porto Alegre, e assim existem dezenas de exemplos.

Pois não é que uma divindade divina baixou na cabeça do pessoal do Kzuka, um suplemento juvenil do jornal Zero Hora, e eles criaram os School Games? Olha que coisa mais criativa, que nome genial, uma prova da inteligência desse pessoal.

A propósito, folheando a edição de ontem, 7/11/2008, me deparei com as seguintes pérolas (banais nos dias de hoje).

Na coluna BOA DO FÍNDI:

  • Paradise na Praia das GarçasAgora, me respondam o que diabo é um evento chamado PARADISE, ou seria PARADAISE? Não vai demorar muito, a mocinha do balcão vai perguntar: Onde fica sua home? E você vai ficar em dúvida se ela se refere ao local da sua página na internet, ou ao endereço da sua casa. Ou então, no hotel o gerente pergunta: Gostou do nosso breakfast? Yeah! Responde animado o imbecil com o boné da Nike.
  • Festa Halloween no Ginásio Poliplay. Essa idiotice já é clássica

Na coluna POR AÍ:

  • No seu novo single, ela afirma gostar de meninos e meninas. Trata-se de uma nota sobre Preta Gil. Queria saber o que é SINGLE, nesse contexto. E como se pronuncia, SINGLI, SINGOUL OU SINGUEL? Pergunto isso porque me doem os ouvidos quando ouço alguém falar PUDEL para se referir àquele simpático cachorrinho de madame. E são pouquíssimas as pessoas na rua que falam algo parecido com PUDOUL. E la nave va!

Tenho uma teoria conspiratória.

Existem as boas cabeças, que são imunes a tudo que é imbecilidade, incluindo aí nosso sistema escolar. Esses corpinhos que carregam as boas cabeças vão fazer o que fazem (apple, microsoft, google, teoria da relatividade, etc.) qualquer que seja o professor obtuso que encontre pela frente, e vão dominar a geração idiotizada por essas modernidades. Então, essa geléia geral é muito conveniente para eles. E eles tão lá no meio, incentivando a plebe rude (não a banda, apenas os rudes mesmo) a enfiarem a cara no lamaçal da ignorância.

Por via das dúvidas, me dá um prosac, serve também um lexotan. Não tem? Então desliga o tubo!

Post Scriptum: Veja o que saiu em uma capa do Kzuka, De patinho feio à musa. Trata-se de uma matéria sobre a atriz Fernanda Souza, aquela lindinha que trabalha na Globo. 

Será que a nova regra ortográfica vai eliminar a crase? Será a salvação do pessoal do Kzuka.

Ah, ia esquecendo. Se você não tiver acesso ao livro do Paulo Rónai, Não perca o seu Latim, Nova Fronteira, no Google você encontra o significado desta expressão esnobe e fora de moda. Ou, para se igualar à imbecilidade de hoje sendo o imbecil de ontem, post scriptum é uma expressão démodé.

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Pensei que esta imbecilidade tinha acabado. Já comentei que me irritava ouvir o Júnior (laterial esquerdo da seleção brasileira) referir-se assim ao nosso velho conhecido futebol de praia.
Depois o pessoal da Globo se flagrou da idiotice e passou a falar em futebol de praia ou futebol de areia.
Agora, estou vendo que a Bandeirante está transmitindo um torneio internacional na França (Não tenho certeza, mas parece que é o campeonato mundial. Será?). O narrador Prietto e o comentarista, que não conheço, falam a todo momento Beach Soccer. Que horror, para dizer o mínimo!

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Essa história da dominação cultural, ou aquilo que se manifesta como dominação cultural, tem, no meu entendimento, três componentes: a dominação, propriamente dita, a ignorância cultural (limitada alfabetização linguística) e o exibicionismo.

Nem sempre é fácil identificar qual componente é mais importante em determinado indivíduo.

Hoje, na transmissão do jogo de voleibol Brasil x França, o narrador da Globo, Luis Roberto começou pronunciando SÂMICA. Coloquei o acento para ressaltar a pronúncia proparoxítona, coisa muito comum na língua inglesa. O narrador é culturalmente dominado!

Comentei com minha mulher: os franceses adoram a pronúncia oxítona. SÂMICA deve ser SAMICÁ.

Não deu outra. No primeiro pedido de tempo do Bernardinho ele falou algo a respeito do Samicá (acento colocado para salientar a pronúncia oxítona). O Tande passou a pronunciar Samicá e o Luis Roberto idem, não sem antes dar uma explicação esfarrapada para sua pronúncia.

Agora, se eles fossem como os franceses, que têm pouca influência do modo de falar do exterior, pouca dominação cultural, eles deveriam pronunciar SAMÍCA (paroxítona), que é o jeitão brasileiro de falar esse tipo de palavra. Sâmica é coisa de nativos da língua inglesa.

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Hoje pela manhã, a jornalista Rosane de Oliveira, da Rádio Gaúcha (Porto Alegre), falando sobre uma notícia publicada no Jornal Zero Hora, pronunciou o nome da juíza Regina Co-e-lí. Em seguida, sua colega de programa, Ana Amélia Lemos pronunciou Regina Céli. Tomei um susto quando ouvi a pronúncia da Rosane, pois estou, desde criança, acostumado a ouvir a pronúncia usada por Ana Amélia.

Essa “rateada” da Rosane despertou meu espírito ranzinza em relação aos estrangeirismos. Não estou considerando expressões latinas como tal, tanto que assinaria o texto que o Sebastião Nery publicou no Correio de Sergipe, em 09/04/2005, e que transcrevo abaixo. Estou falando dos estrangeirismos resultantes do quase analfabetismo de muita gente que deveria dominar a língua portuguesa. Às vezes não é analfabetismo, é dominação cultural. No jogo Brasil e Argentina de ontem, o narrador da Rádio Gaúcha, Pedro Ernesto Denardin, se esforçava para usar uma pronúncia que ele imagina ser a correta (talvez seja) para o nome do jogador Javier Zanetti: ZANêTTI. Era ZANêTTI prá cá, ZANêTTI prá lá, mas, quando a guarda lingüística relaxava, lá vinha ele com a pronúncia que os brasileiros costumam usar: ZANéTTI!

Há alguns anos ouvi um Secretário de Estado do Rio Grande do Sul falando sobre as dificuldades do setor calçadista: O problema é o low price shoes chinês.

Até nosso velho e bom futebol de praia, coisa que inventamos, tentaram roubar. Anos atrás, a Globo patrocinava o beach soccer. E o Júnior, cracão da nossa seleção, enchia a boca BEACH SOCCER.

Anos atrás virou moda andar de bicicleta (baique) à noite em Goiânia. Vi uma matéria na TV sobre isso: tratava-se do walking on night!

Ontem vi um grande painel (outdoor) aqui em Porto Alegre com uma propraganda de um tênis para running!

Quanto tempo eu ficaria aqui se quisesse apresentar todas as barbaridades que conheço? Vou parar por aqui.

Não bastasse isso, e talvez tenha tudo a ver com isso, o modo como o jornalismo de hoje em dia anda tratando nossa língua é uma tristeza. Antigamente, muito antigamente, os jornais tinham os revisores. Muitos estudantes universitários ganhavam a vida nessa função. Aos poucos foram desaparecendo, até transformarem-se em objeto de história com a informatização das redações. Com a clássica debilidade no manejo verbal de nossos estudantes universitários de hoje, a coisa está como o diabo gosta. Veja o que saiu na capa de um suplemento do Jornal Zero Hora.

Antes do lexotan, por favor o texto do Sebastião Nery.

LATIM
Como a crase de Ferreira Gullar, também o Latim não foi feito para humilhar ninguém. Dois mil anos depois, é a única língua morta que continua viva, no DNA da maioria das palavras das línguas ocidentais, mesmo não sendo as neo-latinas, como as anglo-saxônicas. E na literatura, na cultura, sobretudo na ciência. É uma língua precisa, matemática, quase sem exceções e irregularidades. Remédio sem nome em latim, não tome que faz mal.
Se a TV ou a imprensa vai citar palavra latina, então que cite certo. Nesses dias papais, muita bobagem foi dita, sobretudo nas TVs. “Regina Coeli” (pronuncia-se Céli) era sempre pronunciada “Co-eli”. O Latim tem algumas palavras com as vogais geminadas, coladas : “ae” é “é” e não “a-e”. “Aedes Egypti”, o mosquito da dengue, pronuncia-se “Édes” e não “A-edes”.
Da mesma forma “Coeli”, que é “Céli” e não Co-eli”. Errado e soa mal.

mailto:sebastiaonery@ig.com.br

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