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Archive for the ‘história’ Category

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Maurício Tragtenberg: Militância e Pedagogia Libertária
Ijuí: Editora Unijuí, 2008 (344p.)

Site: http://www.editoraunijui.com.br

Email: editorapedidos@unijui.edu.br

 

 

Na resenha que fez, Paulo Denisar Fraga, professor de Filosofia, Metodologia da Ciência e Pesquisa da Universidade Federal de Alfenas, MG, escreveu:

Este é um livro sobre um intelectual inovador a quem o Brasil ainda deve, mas que o pensamento crítico vem reconhecendo paulatinamente. Um autor que pensou e contribuiu para a educação de modo não-formal, incomum e essencialmente crítico, confiando no papel formador da negação dialética do instituído. Sem se reter aos espaços que tradicionalmente se convencionou delimitar por “acadêmicos”, como Gorki ele considerava as vivências e lutas de sua trajetória como “as minhas universidades”.

Só a personagem retratada já é motivo bastante para ler o livro de Antonio Ozaí da Silva, professor da Universidade Estadual de Maringá, e ex-aluno de doutorado do professor Tragtenberg. O livro também marca os dez anos da morte de Maurício Tragtenberg. Data que também mereceu a lembrança da comunidade acadêmica de São Paulo e do Rio de Janeiro.

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Claro que o título tem a ver com o Domingo no Parque, do Gilberto Gil, mas é um leve plágio por uma boa causa: meu diário deste domingo, 9/11/2008. 

A entrada da feira pela rua Sete de Setembro começa por este magnífico prédio, conhecido como Santander Cultural.

Como o Estado homenageado este ano é Pernambuco, nada mais natural do que a mostra Gilberto Freyre.

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Muitas coisas me impressionam na Feira do Livro de Porto de Alegre, que visito desde 1976, sempre que estou na cidade.Em primeiro lugar, a constância, que virou tradição. A feira sempre foi organizada na Praça da Alfândega, e sempre no mesmo período, isto é, entre a última sexta-feira de outubro e o segundo domingo de novembro. E ao que me consta é a feira com maior longevidade no país. Nasceu antes da Bienal do Livro de São Paulo, e muito antes da Festa Literária Internacional de Parati.

Depois vem o senso de organização, que evolui ano a ano. Claro que um evento que ocupa uma área grande como essa, tinha que ser bem organizado, mas não é sempre assim.

Olha só a sinalização na entrada pela Sete de Setembro.

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Outra coisa interessante é que o local é um colírio para os olhos e mentes sensíveis à beleza arquitetônica.

Nesta foto, captada por Letícia, do cais do porto, vemos o prédio da antiga Alfândega.
Não é uma maravilha?

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Já faz tempo que a criançada invade a feira, e de uns anos para cá a organização destinou um espaço próprio no cais, para pimpolhos e pimpolhas se esbaldarem.Outra coisa, a feira é um evento cultural com enorme repercussão social. flivro2008_porto01
Basta observar que os principais veículos de comunicação transferem boa parte de sua programação para a praça, e praticamente todas as editoras universitárias se fazem presentes. flivro2008_editora_ufrgs01
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Em frente às estátuas de Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade, o último lambe-lambe de Porto Alegre faz suas fotografias.

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Um era grandão e pesado, o outro pequeno e magrinho. Naquele dia ninguém conseguia dar um balão no grandão, de tão pesado que era. Mas, na hora de abrir a torneira para o banho, foi o pequeno e magrinho quem conseguiu.

Essa história, sim senhor, não é causo, é história, fato ocorrido na casa de Duarte. Ou teria sido na casa de Marques Neto e Manoel Lúcio? Quem sabe na casa de Seu Georgino Queiroz? As duas primeiras casa ficavam bem em frente a essa praça, a Praça do Tirol, em foto de Antonio do Vale. A praça do Tirol, devia ter um nome próprio, não lembro. A casa de Dedé Queiroz ficava alguns metros à direita, nessa perspectiva da foto. 

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Foi em algum dia do do final dos anos 1950 e início dos 60. Além dos personagens-título, podiam estar presentes: Antonio José, os irmãos Lúcio (Mete e Elsinho), este narrador e não sei quem mais. Lutávamos algo que conhecíamos como jiu-jitsu. Provavelmente nem sabíamos escrever esta palavra. O golpe fatal era o balão. Deitado de costas, colocávamos os pés na barriga do adversário e o impulsionávmos para trás. Normalmente ele dava uma cambalhota antes de se estatelar no chão.

Este narrador pagou o maior mico quando tentou aplicar o golpe no grandão e pesadão Dedé Queiroz. O pé foi colocado na barriga, no local certo, mas cadê força para a impulsão? O gordinho caiu por cima do intrépido lutador.

Depois de muitas lutas, todos pingando suor, nada melhor do que um banho de bica, com água doce da sisterna, que seria liberada através de uma simples torneira. Alguém tentou desatarraxar a torneira. Não conseguiu. Outros também não tiveram sucesso. Daí o mais provável candidato ao sucesso, o grandão e fortão Dedé Queiroz. Argh, também não conseguiu. Foi quando Duarte, o pequeninho e magrinho disse:

– Deixa que eu abro. E abriu, para desespero de Dedé, o fortão!

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Descobri nesses últimos dias, o blog do Marcelo, filho do Dr. Vicente Dutra, nosso dentista na Areia Branca dos anos sessenta. Dr. Brás Pereira era o outro dentista. Circulando por lá, encontrei uma bela mensagem que fez em homenagem a D. Ritinha, mulher do Dr. Gentil, os pais de Axel, Izolda, Evangelina, Chico Zé, Haroldo, Júnior, e mais dois ou três cujos nomes não lembro. Coloquei um comentário, cujos principais trechos reproduzo aqui.

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Esta é uma foto dos anos 60-70. No primeiro plano vê-se a prefeitura. A casa grande na esquina é a casa de Manoel Bento. A casa menor, no canto direito da foto, é a casa onde morava a família de Dr. Gentil. Ficava quase em frente à casa do Dr. Vicente.

Tenho agradabilíssimas recordações da família do saudoso Dr. Gentil. Fui amigo de muitos dos seus filhos, a começar pela Izolda (acho que o Marconi estava se referindo a ela, quando mencionou o envolvimento de Evangelina com o movimento estudantil). Izolda era minha grande rival na escola de D. Chiquita do Carmo. D. Alice Carvalho era nossa professora. Com o perdão pela falta de modéstia, devo dizer que ao final de cada mês era uma ansiedade danada para saber quem tinha tirado as melhores notas. Ora Izolda ficava na frente, ora eu tirava notas melhores. Ninguém nos ultrapassava. Isso deixava Seu Clodomiro e D. Albertina cheios de orgulho e certamente que Dr. Gentil e D. Ritinha também tinham mais do que motivos para se orgulharem da filha inteligente e aplicada.

Nos anos 70 Izolda foi presa em frente à ETFERN. Soube depois que ela tinha conseguido asilo político em algum país da América do Sul, parece que no Chile.

Fui amigo do Axel e do Chico Zé. Haroldo e Júnior eram mais amigos do meu irmão, Clécio.

Quando estive no Rio, fazendo meu curso de física na PUC, visitei o Axel, em companhia de Chico Novo (Chico Avelino, filho de Chico Avelino). Ele morava, huuum, não lembro o nome do bairro, na zona norte do Rio. Lembro que depois do almoço sentamos numa varanda e devoramos uma bacia enorme de laranjas. Por que diabos aquela imagem ficou marcada em minha memória?

Saudades, saudades . . .

Saudade / Palavra triste / Quando se perde / Um grande amor / Na estrada longa da vida / Eu vou chorando / A minha dor . . .

Não, não é desse gênero musical que eu gosto, nem é este sentimento que me domina o espírito. Mencionei o trecho da música, simplesmente porque ecoava de muitas casas nas manhãs areia-branquenses dos anos 60.

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Faz 32 anos desde a primeira vez que visitei a Feira do Livro de Porto Alegre. Em 1994, quando ela fez 40 anos, eu até escrevi uma crônica. Faz 54 anos que a feira é realizada no mesmo local (praça da Alfândega) e no mesmo período. Inicia na última sexta-feira de outubro e encerra no segundo domingo de novembro. Vou fazer aqui uma retrospectiva fotográfica, com fotos do meu arquivo e deste livro do Paulo Betancur e Joaquim da Fonseca.

Sessão de autógrafos em 1970. Detalhe: não há mesas para os autores apoiarem os ivros. Na foto abaixo, de 1982, a sessão de autógrafos era ar livre, mas com mesa! No primeiro plano, a partir da esquerda: A orelha e o braço esquerdo do Mário Quintana, Bruna Lombardi e Clarisse, que não tava nem aí para os astros citados.

Nos anos 1990 os autógrafos passaram para um pavilhão, mais confortável.
José Antonio Pinheiro Machado (Anonymous Gourmet) autografa livro para o autor do blog.
Em 2003 participei de uma sessão de autógrafo do meu livro O plágio de Einstein, mas não estou achando as fotos desta sessão. Resenhas e outras informações sobre o livro encontram-se neste endereço: http://www.albert.einstein.nom.br/.  No ano mundial da física (2005), participei de uma sessão especial sobre Einstein, com Alfredo Tolmasquim e Cássio Leite Vieira.
Um dos destaques da feira, que já virou folclore, é a cata por raridades nos balaios.
Uma coisa desagradável é que sistematicamente durante a feira cai uma tromba d’água.

Personalidades

Dyonélio Machado Mário Quintana
Moacyr Scliar Ruy Castro e Luis Fernando Veríssimo
Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade, em bronze.

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Texto revisado em 29 de abril de 2008

Como disse na crônica Congresso em Rimini, na Sexta-feira, 15/09/95, dei por encerrada minha participação no congresso e parti para Ravena. A 50 quilômetros de Rimini, e a meia distância entre esta e Bolonha, Ravena, com menos de 150 mil habitantes, tem traços históricos romanos e bizantinos a cada esquina. Não sei como ela fica durante os meses de inverno, mas agora, no fim do verão, é uma maravilha; botando gente pelo ladrão; uma animação que dá gosto! Ravena é mais conhecida pelos seus mosaicos (considerados os mais espetaculares da Europa), mas, além de outros registros históricos importantes, é preciso não esquecer que essa é a cidade onde, há mais de seiscentos anos, morreu Dante Alighieri, o famoso poeta italiano, autor de A Divina Comédia.

Traços do Império Romano vêm lá do ano 404 dessa era cristã, quando Honorius abandona definitivamente Roma e decide instalar o Império em Ravena. Em seguida, Galla Placidia, irmã de Honorius, governa com todo a pompa romana, até que em 476, o rei godo Odoacre toma-lhe a cidade. Do ponto de vista estético, dois monumentos chamaram-me a atenção: a basílica de San Vitale e o mausoléu de Galla Placidia. Do ponto de vista histórico, emocionou-me chegar próximo ao túmulo de Dante, e visitar, ao lado, o Museu Dantesco, onde encontram-se belíssimas e antigas edições das suas obras.

A basílica de São Vital é um exuberante monumento arquitetônico, onde a pompa e a engenhosidade nos oferecem um momento de êxtase. Construída sob a forma octogonal, essa igreja guarda parte da magnífica arquitetura bizantina, e uma esfuziante coleção de mosaicos coloridos. Visita imperdível. A foto ao lado foi extraída de http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/imperio-bizantino/museu-bizantino.php

Próximo à basílica, o mausoléu de Galla Placidia é igualmente inebriante. Trata-se de uma pequena construção em forma de cruz, com aparência externa simples, mas que guarda no seu interior uma maravilhosa coleção de mosaicos. A cena do bom pastor é de uma beleza emocionante.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_paleocrist%C3%A3

Depois desse banho cultural, fui até um café na piazza del popolo saborear um capuccino, que na Itália tem um sabor todo especial. Eles não colocam creme de chantilly , apenas a gordura do leite, depois de passar na máquina de café expresso, fornece a aspecto e o sabor cremoso. Aliás, para quem não sabe, o café expresso na Itália é fortíssimo, ocupando um terço de uma xícara de cafezinho. Muita gente coloca água; é o que eles chamam de café americano, ou café com acqua calda.

(Foto extraída de

http://picasaweb.google.com/fuadcurcic/RavenaItaly/photo#5111579301390069826)

Fiquei perambulando e curtindo as surpresas a cada quarteirão. Entrei numa ruela e vi duas jovens com flautas transversa, um jovem com oboé, e um outro jovem com um órgão elétrico, executando algo ao estilo de Bach (não conheço as músicas executadas). Três números depois eles foram substituídos por outro jovem conjunto (quatro rapazes): uma flauta transversa, dois violinos e um violoncelo. Tocaram algo ao estilo de Mozart. Logo descobri que se tratava de um projeto cultural. Os dois conjuntos pertencem ao Istituto Verdi. Ao longo da semana, em vários locais da cidade, em vários horários, há algum tipo de manifestação artística. Nesse momento, estou numa mesa ao ar livre, tomando uma birra alemã, assistindo um espetáculo de fantoche; não entendo niente, mas a criançada se diverte. Ah, já sei usar perfeitamente o prego, scusi e grazie! Em frente, um belo edifício renascentista; fico com pena de não ter trazido a máquina fotográfica.

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