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Archive for the ‘poetas’ Category

Faz 32 anos desde a primeira vez que visitei a Feira do Livro de Porto Alegre. Em 1994, quando ela fez 40 anos, eu até escrevi uma crônica. Faz 54 anos que a feira é realizada no mesmo local (praça da Alfândega) e no mesmo período. Inicia na última sexta-feira de outubro e encerra no segundo domingo de novembro. Vou fazer aqui uma retrospectiva fotográfica, com fotos do meu arquivo e deste livro do Paulo Betancur e Joaquim da Fonseca.

Sessão de autógrafos em 1970. Detalhe: não há mesas para os autores apoiarem os ivros. Na foto abaixo, de 1982, a sessão de autógrafos era ar livre, mas com mesa! No primeiro plano, a partir da esquerda: A orelha e o braço esquerdo do Mário Quintana, Bruna Lombardi e Clarisse, que não tava nem aí para os astros citados.

Nos anos 1990 os autógrafos passaram para um pavilhão, mais confortável.
José Antonio Pinheiro Machado (Anonymous Gourmet) autografa livro para o autor do blog.
Em 2003 participei de uma sessão de autógrafo do meu livro O plágio de Einstein, mas não estou achando as fotos desta sessão. Resenhas e outras informações sobre o livro encontram-se neste endereço: http://www.albert.einstein.nom.br/.  No ano mundial da física (2005), participei de uma sessão especial sobre Einstein, com Alfredo Tolmasquim e Cássio Leite Vieira.
Um dos destaques da feira, que já virou folclore, é a cata por raridades nos balaios.
Uma coisa desagradável é que sistematicamente durante a feira cai uma tromba d’água.

Personalidades

Dyonélio Machado Mário Quintana
Moacyr Scliar Ruy Castro e Luis Fernando Veríssimo
Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade, em bronze.
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Texto revisado em 29 de abril de 2008

Como disse na crônica Congresso em Rimini, na Sexta-feira, 15/09/95, dei por encerrada minha participação no congresso e parti para Ravena. A 50 quilômetros de Rimini, e a meia distância entre esta e Bolonha, Ravena, com menos de 150 mil habitantes, tem traços históricos romanos e bizantinos a cada esquina. Não sei como ela fica durante os meses de inverno, mas agora, no fim do verão, é uma maravilha; botando gente pelo ladrão; uma animação que dá gosto! Ravena é mais conhecida pelos seus mosaicos (considerados os mais espetaculares da Europa), mas, além de outros registros históricos importantes, é preciso não esquecer que essa é a cidade onde, há mais de seiscentos anos, morreu Dante Alighieri, o famoso poeta italiano, autor de A Divina Comédia.

Traços do Império Romano vêm lá do ano 404 dessa era cristã, quando Honorius abandona definitivamente Roma e decide instalar o Império em Ravena. Em seguida, Galla Placidia, irmã de Honorius, governa com todo a pompa romana, até que em 476, o rei godo Odoacre toma-lhe a cidade. Do ponto de vista estético, dois monumentos chamaram-me a atenção: a basílica de San Vitale e o mausoléu de Galla Placidia. Do ponto de vista histórico, emocionou-me chegar próximo ao túmulo de Dante, e visitar, ao lado, o Museu Dantesco, onde encontram-se belíssimas e antigas edições das suas obras.

A basílica de São Vital é um exuberante monumento arquitetônico, onde a pompa e a engenhosidade nos oferecem um momento de êxtase. Construída sob a forma octogonal, essa igreja guarda parte da magnífica arquitetura bizantina, e uma esfuziante coleção de mosaicos coloridos. Visita imperdível. A foto ao lado foi extraída de http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/imperio-bizantino/museu-bizantino.php

Próximo à basílica, o mausoléu de Galla Placidia é igualmente inebriante. Trata-se de uma pequena construção em forma de cruz, com aparência externa simples, mas que guarda no seu interior uma maravilhosa coleção de mosaicos. A cena do bom pastor é de uma beleza emocionante.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_paleocrist%C3%A3

Depois desse banho cultural, fui até um café na piazza del popolo saborear um capuccino, que na Itália tem um sabor todo especial. Eles não colocam creme de chantilly , apenas a gordura do leite, depois de passar na máquina de café expresso, fornece a aspecto e o sabor cremoso. Aliás, para quem não sabe, o café expresso na Itália é fortíssimo, ocupando um terço de uma xícara de cafezinho. Muita gente coloca água; é o que eles chamam de café americano, ou café com acqua calda.

(Foto extraída de

http://picasaweb.google.com/fuadcurcic/RavenaItaly/photo#5111579301390069826)

Fiquei perambulando e curtindo as surpresas a cada quarteirão. Entrei numa ruela e vi duas jovens com flautas transversa, um jovem com oboé, e um outro jovem com um órgão elétrico, executando algo ao estilo de Bach (não conheço as músicas executadas). Três números depois eles foram substituídos por outro jovem conjunto (quatro rapazes): uma flauta transversa, dois violinos e um violoncelo. Tocaram algo ao estilo de Mozart. Logo descobri que se tratava de um projeto cultural. Os dois conjuntos pertencem ao Istituto Verdi. Ao longo da semana, em vários locais da cidade, em vários horários, há algum tipo de manifestação artística. Nesse momento, estou numa mesa ao ar livre, tomando uma birra alemã, assistindo um espetáculo de fantoche; não entendo niente, mas a criançada se diverte. Ah, já sei usar perfeitamente o prego, scusi e grazie! Em frente, um belo edifício renascentista; fico com pena de não ter trazido a máquina fotográfica.

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