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Posts Tagged ‘prêmio nobel’

O conhecimento, qualquer que seja sua natureza, avança pelo divulgação de idéias inéditas. Isso não é apenas importante do ponto de vista comercial (patentes). Tem grande efeito psicológico sobre aqueles que produzem conhecimento. Isso também é válido para quem divulga. Os jornalistas têm até uma expressão própria: “furo”. Geralmente um trabalho científico que não apresente uma boa componente inédita é rejeitado pelas boas revistas científicas.

Na divulgação científica não há esse rigor quanto ao ineditismo da informação. Por exemplo, quando o Grande Colisor de Hádrons estava para ser inaugurado, jornais do mundo inteiro publicaram reportagens e artigos similares. Se o ineditismo não é uma exigência prioritária quanto ao tema, na minha opinião deve ser quanto à abordagem. Nos meus textos de divulgação científica faço um grande esforço para apresentar algo de um modo inédito.  Além disso, acredito que os divulgadores da ciência também tenham uma certa satisfação quando identificam algo interessante e que esteja pouco divulgado.

Fiquei muito contente quando no mês passado escrevi minha coluna na Ciência Hoje Online sobre o grafeno, sem conhecimento de que o tema estava para ser tratado em artigo na versão impressa da CH de março. O artigo de Adalberto Fazzio, Antônio J. R. da Silva e Thiago B. Martins veio a público poucos dias depois da minha coluna. Nas palavras de um amigo: foi uma dessas coincidências cósmicas!

Agora aconteceu-me outra. Minha coluna de abril, publicada em 27 de março, é sobre o papel eletrônico. Os últimos artigos publicados pela Nature e Science, especificamente sobre o tema, datam de 2005. Agora, na edição de 1 de abril, a nature publicou este artigo The textbook of the future.

Não vou negar que dá uma certa alegria sair na frente da Nature!

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Este é o título da minha coluna de fevereiro na Ciência Hoje Online, onde apresento alguns fatos referentes à descoberta do grafeno, material que ameaça o silício no papel-chave da indústria eletrônica. Em função da limitação de espaço editorial na CH Online, algumas informações são apenas sugeridas na coluna, ou colocadas implicitamente. Mais detalhes sobre o assunto são apresentados em http://www.professorcarlos.com/.

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medawar01_300px1Li no Almanaque Gaúcho de Zero Hora de ontem, uma nota sobre Sir Peter Brian Medawar, Prêmio Nobel de Medicina de 1960. A nota referia-se ao fato de ele ter renunciado à sua cidadania brasileira para não prestar o serviço militar, em cujo período estudava na Inglaterra. Como era filho de mãe inglesa, pode adotar a cidadania britânica. Foi assim que o Brasil deixou de ter seu primeiro ganhador do Nobel.

medawar_capa012Mas, não é por isso que Medawar ocupa um lugar na minha memória. É pelo que ele escrevia. Há mais de 20 anos li Advice to Young Scientist. O livro me causou grande impressão, sobretudo uma frase mais ou menos assim:

Tenho muita pena quando vejo jovens pesquisadores gastando horas e horas na biblioteca, em vez de ir para o laboratório realizar experimentos.

Essa contundência parece que acompanha seus escritos. Estou lendo Os limites da ciência. Veja algumas frases:medawar_capa021

(…) quase desisti da filosofia, tanto pelo tamanho como pela leitura pesada e pela erudição desagradável, características da principal obra de Alfred North Whitehead.

Outra propriedade que coloca as ciências genuínas à parte daquelas que arrogam para si tal título, sem realmente o merecer, é a sua capacidade preditiva.

Muitas pessoas que têm por obrigação compreender melhor as coisas derivam suas concepções sobre a ciência dos livros para adolescentes ou das ficções científicas mais extravagantes.

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logo_if50anos_200pxCriado em 9 de março de 1959, em consequência de um movimento nacional em prol da ciência brasileira, o Instituto de Física da UFRGS comemora seu primeiro cinquentenário com uma extensa agenda de atividades ao longo de todo este ano de 2009.

O referido movimento tem início com a criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), em 1949. Dois anos depois é criado o Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), imediatamente seguido pela criação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), em 1952. Em 1953 é criado o Centro de Pesquisas Físicas da UFRGS, que seis anos depois dá lugar aos Institutos de Física e de Matemática.

As propostas do movimento foram incorporadas no Plano de Metas proposto em 1956 por Juscelino Kubitschek, no âmbito do qual foi constituída a Comissão Supervisora do Plano dos Institutos (COSUPI), cujo resultado prático foi a criação dos seguintes Institutos:  Física e Matemática (UFRGS); Mecânica (UFPR); Genética (USP, Piracicaba); Economia Rural (UFRRJ); Química (UFBA); Minas e Metalúrgica (UFOP); Geologia (UFPE); Tecnologia Rural (UFCE).(Informações extraídas de http://www.mat.ufrgs.br/historico.html)

O andamento dos eventos comemorativos será apresentado no portal IF 50 anos, que também será utilizado para registrar fatos históricos pertinentes, extraídos do arquivo permanente do IF, ou de relatos pessoais de quem se dispuser a colaborar.

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Este é o título da minha coluna de dezembro na Ciência Hoje Online. É sobre as partículas Janus, que funcionam como um surfactante. Vem despertando enorme interesse nos últimos anos, mas seus fundamentos experimentais foram descobertos entre 1903 (Walter Ramsden) e 1907 (Spencer Umfreville Pickering), e seus fundamentos teóricos foram apresentados em um artigo que Pieranski publicou em 1980. Visite  http://www.professorcarlos.com/ e veja belas imagens de partículas Janus e outras partículas utilizadas em emulsões Pickering.

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Veja matéria na Revista Fapesp, sobre a palestra que apresentei no Ibirapuera, dia 19/10, e o vídeo com as principais partes da palestra.

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O físico Roberto Petronzio, diretor do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália, afirmou ao jornal romano “La Republica”: “Não posso negar que essa atribuição particular me enche de amargura: Kobayashi e Maskawa têm como único mérito a generalização, de outra forma simples, de uma idéia central cuja paternidade é do físico italiano Nicola Cabibbo”.

Realmente, os livros de física de partículas elementares costumam chamar a teoria premiada pelo Nobel de 2008 de “matriz de Cabibbo-Kobayashi-Maskawa”. O documento do comitê do Nobel que justifica a premiação menciona que o trabalho dos japoneses de fato começou com uma generalização de um estudo de Cabibbo, publicado em 1963.

Os físicos ouvidos pela Folha, porém, concordam que a generalização feita pelos japoneses e a conclusão de que ela implicava a existência de novos quarks e explicava a diferenças entre matéria e antimatéria foi longe de ser trivial.

“Prefiro não comentar o assunto”, disse à Folha Cabibbo, atualmente presidente da Academia de Ciências do Vaticano.(Folha de SP, 8/10)

Extraído do Jornal da Ciência.

Saiba mais:

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